sábado, 30 de setembro de 2006

Cheguei

Cheguei e tô cansado e com preguiça de escrever sobre o resto da viagem agora, mas logo logo eu faço isso.

\o/

segunda-feira, 25 de setembro de 2006

Fotos

O Google lançou o serviço Picasa Web Albums, e eu coloquei algumas fotos da viagem lá. Depois eu coloco outras mais e arrumo tudo mais direitinho.

Qualquer um que tem uma conta no google pode ter um Picasa Web Album :D

Clique aqui pra ver as fotos

terça-feira, 5 de setembro de 2006

Ladies and gentlement, Lisses.

Como dito anteriormente, o post sobre Lisses, Evry e Courcouronnes vai no blog ParkourBR, e quem tiver um pouco de paciência abstrai os comentários sobre Parkour :D

Frankfurt parte II

Eu tenho uma triste notícia, o cara não tava tentando se jogar da ponte, era só filmagem pra alguma coisa :P

Aí andando pelas ruas de Frankfurt, eu ouço de repente um barulho de um monte de apito, e quando eu dobro a esquina, lá estão eles, médicos em grava contra alguma coisa relacionada a salário e horas de trabalho. O protesto mais organizado que eu já vi, não sei nem pra que tinha polícia lá. No Brasil os cara não ganhariam nada haha

Atrás dessa galera vinha um """trio elétrico""" com músicas normais de uma passeata...PRA ELES.

Aí no dia 17 eu fui ao Grüneburg park, um parque do lado da universidade de Frankfurt (que é muito bonita também). É um parque daqueles bem cliches de clima frio, e como a última coisa que eu vejo em Brasília é isso, eu andei o parque todinho, olhando tudo, parecia um doido. Via como eram as cascas das árvores, os pássaros e essas coisas. Aí terminei minha volta, sentei num banquinho, abri um pacotinho e M&M's (o mais importante: GRANDE, porque por aqui sim se vendem pacotinhos decentes de M&M's) e fiquei olhando o movimento. Deitei e dormi haha

É legal acordar num parque assim, diferente, mó viagem. Parece que tá numa historinha de criança haha (ia soar tão clichê se eu falasse qualquer coisa relacionada ao Tolkien que eu deixei o comentário mais pra baixo)


Não foi feito em minha homenagem, mas mesmo assim é legal

Praticamente o Condado de Hobbiton, cadê o Gandalf chegando?

Um dado importante, todas as fotos até agora foram durante o dia porque aqui o dia vai das 6 da manhã até umas 21:30. Isso sim são dias longos.

Nesse ultimo dia, sentei na margem do rio e fiquei até anoitecer lendo meu livro que me acompanha nessa viagem (estou relendo o Silmarillion, olha que beleza). Um por do sol lindo pra variar.

Saldo final de Frankfurt: é uma cidade muito massa, um rio que corta toda a cidade e muito verde em volta dele, cidade limpa, e mesmo sendo uma cidade primeiramente comercial, não dá aquele ar de cidade de negócios (no mal sentido da coisa), é uma cidade muito confortável. Se você também gostou de Frankfurt, ligue 0800-FKFT (rããããããã)

No dia seguinte, entreguei minha comida mais perecível pra um cara la na rua que tava pedindo (choquem-se metaleiros, a europa tem disso também, não é feita só de florestas e shows de metal não) e peguei o pior trem até agora, um trem noturno, com um povo mala que não sabe dividir espaço haha, esperei algumas horas na estação de trem, e lá vem o trem "Frankfurt->Paris". É só alegria agora :D

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Frankfurt parte I

Dia 14 de agosto, acordo eu em cima da hora pra pegar o trem pra Zürich pra de lá pegar o trem pra Frankfurt. Peguei o primeiro trem na hora, desci na estação central de Zürich, e até entender onde que eu tinha que pegar o trem, eu consegui o que todo mundo que vive por aqui já deve ter conseguido: perdi o trem. Cheguei um minuto depois e lá tava o trem partindo.

Sem problema, esse é uma rota mais comum, então duas horinhas lá rodando a estação pra ver como é tudo, deu tempo de pegar o outro sem problemas. Até agora foi o único trem que cobraram revistar minha mochila: no caminho da Suíça pra Alemanha. Olharam tudo e quase que a tia que tava revistando me olha feio porque como eu tava indo pra Lisses depois e meu tenis ia ficar uma maravilha depois de treinar, eu tava levando Tenis pé Baruel, aí como aquilo derruba muito fácil eu enchei de durex. Branco, pó, cheio de durex, é claro que a tia da polícia abriu tudo pra cheirar, aí depois que viu o que era as duas ficaram rindo :P Vale lembrar também que uma senhora idosa simpática se compadeceu da minha situação de viajante jovem e me deu um chocolate.

Cheguei na estação de Frankfurt lá pras 4 da tarde, em obras, aquele monte de gente, peguei um ônibus pro albergue. O sistema de ônibus é legal, fáci de saber onde você tem de descer quando você sabe o nome. O motorista do ônibus foi a primeira pessoa que eu topei na viagem que não falava inglês, aí tive quegastar todo o meu alemão tosco com ele e o cara era todo mal humorado.

Mas aí cheguei no albergue, aquela coisa jovem, aquele inglês todo maroto do pessoal da recepção, gente entrando e saindo. Fui pro quarto, e pela graça do bom Deus eu fiquei num quarto sozinho, mesmo que fosse pra ser compartilhado com quem mais chegasse. Claro que é muito bom conhecer gente de outros lugares e conversar com elas, mas tinha um café lá no albergue pra isso, e sozinho eu sentia mais segurança em deixar minhas coisas no quarto, já que albergue tem fama de ser lugar que onde ser mole, já eram suas coisas. Mas esse albergue de Frankfurt não me passou essa insegurança, inclusive, pelo preço, é melhor do que muito hotel. Muitos mesmo. 24 euros um quarto pra 4 pessoas, com banheiro, cama arrumadinha e confortável, café da manhã, etc e tal. Olha só que quarto decente:


do outro lado do quarto é igualzinho, com mais duas camas e um armário duplo

vista da janela do meu quarto

Primeiro passo: DORMIR um pouco. Segundo passo: COMER ALGUMA COISA. Fui ao mercado, e provei a mim mesmo que por um tempo vou precisar da Cecilia pra me ensinar e me auxiliar nas compras, porque senão eu só compro artigos de primeira necessidade (seja criativo, coisas com muita caloria, várias coisas doces e tudo mais o que a tem que pedir pra mãe e pro pai quando vai às compras eles) sem os acompanhamentos necessários. Mas eu sobrevivi bem, e mesmo lembrando que eu não tinha talheres só depois que eu comprei tudo, eu aprendi muito sobre como usar instrumentos simples pras ações mais básicas da culinária de sobrevivência (caneta e chave pra cortar embalagem haha).

Fui la no café do albergue ver como era, já que depois de comprar e comer alguma coisa era noite já. Chego lá tá passando um jogo furreca qualquer da Bundesliga, é claro que eu sentei pra ver. Assisstindo o jogo eu conheci um casal de irmão japoneses que perderam um vôo pra Escócia. É muita mistura cultural pra mim uma situação dessas. E no final da conversa, a japonesa pergunta "quando será que começa a liga inglesa?" e eu respondi com todo o meu conhecimento de datas dos campeonatos europeus: "sei lá", eum cara que tava sentado do meu lado o tempo inteiro, que eu achei que era mudo, respondeu com autoridade "começou semana passada", e intimidados, os japoneses deixaram o recinto, e eu fiz um amigo, esse cara doidão aí.

É um cara de Frankfurt mesmo, mas que vai lá no albergue pra conversar com o pessoal, ver o que tiver passando na tv, tomar a cerveja e ler o livro dele. Muito gente fina, daqueles caras com quase 40 anos que tocam guitarra em banda de punk rock. O nome do doidão não poderia ser outro senão algo que eu não sei escrever haha, mas é algo perto de Bernardo. Bernah ou algo assim. Mas eu não sei escrever porque eu já ouvi várias vezes esse nome mas nunca perguntei pra ninguem como escreve. Nem pra esse agora.

Adormeci. No dia seguinte fui lá ver o centro antigo da cidade, um lugarzinho chamado Römerberg, lindo, e sendo um ponto turístico e estando em um horário turístico, é claro que o que mais tinha lá era...japonês! Hordes intermináveis de ônibus de turismo cheios de japonses, e a galera tirando foto das coisas mais bonitas às mais estranhas. O mais legal desses lugares não é visitar uma vez e pronto, é ir todos os dias, e como era bem na frente do albergue, indo todo dia lá dava pra ver de tudo, desde casamento com roupas antigas a protesto de médicos. É legal sentar lá e ler, é um lugar agradável.

Uma visão do Römer, a praça do centro, tirada no único momento onde não haviam japoneses lá. Pura sorte.

Olha como eu sou um artista :O St. Bartholomäus Dom, linda.

Aí no início da noite voltei pro albergue, fui la pro café e fui assistir alemanha e holanda. Que jogo paia, times mais alternativos possíveis. Curioso que de todo mundo que tava lá, só eu e uma outra criatura estávamos assistindo o jogo. Como não podia deixar de ser, era uma brasileira, que no final das contas acabou saindo com aquele cara que eu falei antes, o Bernah, vamos referenciá-lo por este nome escrito.

Apareceu um doido lá que se revelou ser o Mark, da Nova Zelândia, e mais uma vez rolou aquela troca de informações básicas sobre os países, que nem aquele mesmo papo de sempre com taxista de outras cidades, sobre o povo, língua, moeda, tradições básicas e o item mais obrigatório: o clima.

Fui dormir ao som de jovens viajantes daqueles bem jovens mesmo, com aquelas festas com direito a Arriba! Fiesta! Só faltaram o Hermes e Renato falando "Welcome to Rio!" O que custa ser original? Porque música latina sempre associada a festa em albergue? Socorro

Adormeci novamente nos brancos leçois de Frankfurt (como é dramática e detalhada a minha narrativa), e no dia seguinte fui ver como é o centro atual da cidade, e se tem uma coisa que é bonita nessa cidade, é como coisas antigas e atuais se misturam, e formam uma paisagem bonita e harmoniosa (esse é o tipo de frase que o jean vai me zuar haha).

Frankfurt é famosa pelos bancos, e realmente, lá só tem prédio de banco, todos prédios bonitos, que se juntam na paisagem do por do sol com as coisas antigas, fica bem bonito.


Pra mostrar que eu não tava mentindo :D

Depois que eu voltei pro albergue eu vi o primeiro jogo decente, Alemanha 3 x 0 Suécia. A prpósito, todos os jogos e visitas foram acompanhados de cervejas locais. E não, eu não sou italiano, como insistem em perguntar. Deve ser a barba, né Tiago.

É legal sair andando, e as coisas mais legais das cidades nem sempre tão no mapa. Frankfurt fica ao longo de um rio, que dá o nome à cidade (Frankfurt am Main). No final do dia dá pra ver todo mundo fazendo sua caminhada e o cooper (foi só pra todo mundo lembrar a piadinha ridícula mesmo) ao longo do rio Main, e é realmente muito agradável, e seguindo o curso do rio pra longe do centro eu achei um parque bem legal, onde pela primeira vez eu vi uma concentração de coelhos (?!). Tem gente que gosta de fazer coisas alternativas nas várias pontes que cruzam o rio, como este nosso amigo:


Continua :)

quinta-feira, 31 de agosto de 2006

Estou vivo

Alo todo mundo, estou vivo, se é isso que vocês estão se perguntando :D

Estive em Frankfurt na Alemanha e em Lisses/Evry/Courcouronnes na França com pouco ou nenhum acesso a internet, por isso demorei pra dar notícia. Agora eu estou em Tampere na Finlândia, e como aqui tenho acesso constante (pra quem conhece o Vinas, eu tô na casa dele) fica mais fácil pra postar.

Os posts serão assim, o próximo é sobre a minha viagem a Frankfurt, e vou fazer um sobre a viagem a Lisses, mas vou postar tambem no que diz respeito a Parkour no blog ParkourBR que eu e alguns amigos mantemos, e esse deve um post mais detalhado sobre a viagem, cheio de considerações parkourzísticas a quem interessar.

Obrigado a todos pela preocupação (alguns um tanto quanto exaltados, né bianca aueuhae), e lá vai a minha experiência em mais alguns lugares.

As fotos de Veneza eu não tenho aqui agora, depois eu completo o post :D

sábado, 12 de agosto de 2006

Como diria Vanucci "Ah, Itaaaliaaa" o/ o> o/ o> o/

E la fomos nos 5 (Danny, Karina, Martina, Chris e eu) num Skoda Octavia 2.8, de Zug na Suica pra Jesolo, na Italia. Jesolo fica perto de Veneza, la do lado direito da Italia, ao norte, de cara pro Mar Adriatico. Mar igual a praia, que eh igual a camping que eh igual a ferias. E com o pessoal de ferias aqui, logicamente, fomos acampar la. Nos e toda a alemanha, porque a impressao que dava era a de que a alemanha ficou vazia porque foi todo mundo pro camping Da Silva (nem alemao, nem italiano o nome, neh).

Tudo o que se fala do transito italiano eh verdade. Eh todo enfeitado, colorido, cheio de placas. Mas as estradas sao impecaveis (tanto da Suica quanto da Italia), silenciosas, nao vi um buraco em mais de 7 horas de viagem. Impressionante foi ver os carros andando lado a lado, quando eu vejo no marcador, 160km/h como se tivessem todos a 60 soh. E gente ultrapassando a gente como se tivesse a 100.

Carros que eu vi por aqui que tao cedo nao devem rodar pelo Brasil: Citroen C1, C2 e C4. Peugeout 207, Golf (e varios outros da VW) da geracao mais nova, Fiat Punto, e toda a fauna e flora da BMW, Mercedes, Alpha Romeo, Audi, VW, Toyota, das coisas mais variadas. Marea hatch, Corolla hatch, todos os da Renault tem desenho diferente por aqui, todos da Opel tambem (que no brasil eh a Chevrolet). O Astra mais novo aqui eh muito massa. E todos os carros com a placa da Uniao Europeia obviamente (exceto os da Suica), cada um com o seu pais de origem. Eh um detalhe bobo, mas eh o tipo de coisa que me diz que eu to longe de casa.

Estrada fechada de repente, demos umas voltas por umas cidades pequenas da Italia, depois de passar por Milao. Nao tirei foto de Milao porque tava de noite, mas fiz uns videos. E pelas cidadezinhas passamos durante o dia, e justificam todos os quadros do renascentismo. Grama grama grama, arvores ao fundo, grama CASA grama grama, arvores, grama. Casas que deviam ser do inicio do seculo passado. Plantas de clima frio. De novo, me senti longe de casa (dramatico, hein).

Chegamos nos ao camping. Enrola uns italiano daqui, levanta barraca dali, temos isso aqui:



Noticia de primeiro mundo: Heineken de 660ml a €2. Isso eh um bom sinal. E eh cultural, outro bom sinal, so Heineken it is. Claro que eh esperado que eu diga "Eh mais gostosa aqui", e realmente eh, e nao eh soh pela euforia de estar aqui hehe, mas eh mais leve e mai...or! As pessoas bebem garrafa de cerveja no gargalo, isso eh culturalmente aceitavel do meu ponto de vista (e porque nao seria?). E falando assim parece que eu me acabei em cerveja, mas o negocio eh que eh comum beber uma cerveja todo dia, enquanto eu to acostumado a ver gente guardando as 7 pra uma vez soh hehe, coisa de cultura, neh.



Bem, pensem numa praia soh de gringo. Eh como eu me senti. Eu nao era o cara mais branco da praia, pessoas jogavam BOCHA na praia, alem de todo outro programa de gringo. Joguei bola com uns afegaos (um tava com a camisa do brasil e com um bola na mao, por isso eu fui forcar) e foi soh dizer que eu era brasileiro que o pessoal ja olha com respeito futebolistico. Quando eu pegava a bola o pessoal ja esperava eu ficar negao e crescer o cabelo e o dente e virar o ronaldinho gaucho, mas pra um cara que faz mais parkour do que joga bola atualmente, da pra dizer que brasileiro tem alguma coisa no gene que faz a gente jogar bola a qualquer hora.
Praia sem onda, mas boa mesmo assim, deu ateh pra ficar vermelhinho. Enquanto os gringos ficavam uns camaroes.



Na quinta fomos a Veneza, de barco, unico modo de se entrar na cidade. A cidade soh perde o charme pelo TANTO de turista andando na rua, mas demos uma fugida e andamos pelos bequinhos fora do centro, que confirmam que Veneza eh uma cidade bonita, mas que eu nunca moraria :D Mas volto quantas vezes forem necessarias.
La eu comi, ateh agora, o sorvete de chocolate mais gostoso da historia, e foi num barzinho qualquer de rua, o que foi apenas mais uma prova de que com comida, italiano nao tem miseria e tem talento, fazendo juz a fama historica.

De volta pro camping, apareceram umas criancinhas alemas na rodinha que a gente tava, e elas acabaram socializando, o chris fez uma musica pra entrete-las, e elas se apegaram a gente. Choveu muito a noite e foi meio dificil dormir, e hoje eu, morrendo de sono, fui acordado por uns diabinhos lorinhos cantando essa musica, entrando na barraca e roubando meu cobertor. So faltou saquearem a cidade, roubar nossas coisas e levar nossas mulheres e queimarem a vila, QUE MOLECADA MALA. Gastei todo alemao que eu tenho de palavras bravas com crianca haha e elas continuavam gritando, "schokolade kekse sind zum fressen!" (bolachas de chocolate sao pra devorar!)...pareciam os diabinhos do Diablo II, aqueles que tem que matar o Xaman que ressucita eles, aloco. Tem foto delas tambem.

Na volta passamos pelas paisagens mais lindas que eu ja vi. Sem brincadeira. A Suica tem uns lugares que toda foto eh cartao postal, sem medo de errar. E depois vem as fotos.

Depois eu completo esse post com mais detalhes e as fotos. O blogger nao ta afim de postar as fotos, entao logo eu arrumo isso, enquanto isso fica soh no texto.

Abracos

Chegada

Cheguei. Inteiro. Mais de 24hrs de viagem no total, incluindo horarios de espera de voos e etc.

Nao tem ce cedilha nessa teclado, ou pelo menos nao consegui achar, e eh dificil fazer ~ e essas coisas, entao abstraiam.

To na casa da familia aqui em Zug agora (Suica, cidade ao sul de Zürich) e ao abrir a janela do quarto parece que eu to vendo uma embalagem gigante de chocolate Milka. Tem vaquinhas pastando e tapetes de gramado, igualzinho. A diferenca eh que na embalagem de Milka nao tem uma concessionaria Porsche pertinho daquele lugar.

Mas bem, vamos la:

No aviao (da TAP) so se falava portugues de Portugal...HAHAHA, eh engracado pra alguem que nao ta acostumado a ouvir, qualquer pessoa que se olhava, ela abria a boca e parecia que tava imitando portugues enquanto contava uma piada de portugues. Igual pra todo servico dentro do aeroporto. Fui a todos os banheiros procurando bebedouro e notei que eu nao tava no Brasil. Nao existem bebedouros e toda santa alma naquele aeroporto que nao carregava uma mala levava uma garrafinha d'agua. Ja que o jeito era esse, comprei um desses treco estilo gatorade e era mais um nas estatisticas de santas almas com garrafinha na mao. Ai enchi do aeroporto e resolvi ver o que tinha em volta.

Passei um dia em Lisboa esperando o voo pra Genebra, e digo que o pouco que eu vi eh legal. Desci do aeroporto andando ateh uma praca que da pro mar, uns 2 km de distancia, e no caminho eu passei pela estacao de trem, muito legal. Cheio de construcoes pomposas, coisa que nao se ve comumente em Brasilia. Muito espaco pra galera ir la e fayer o que quiser, sentar, conversar, ler. Primeiro choque: uma folha de maple. Segundo choque (duplo): o ketchup do McDonalds eh Heinz e uma promocao com tudo grande custa €4,50. Sim, eu sai do Brasil e comi no McDonalds, mas juro que nao faco isso nos outros lugares.

Praca das nacoes

Estacao de trem Oriente de Lisboa


No Brasil eh assim tambem e eu nunca notei?


O trajeto foi Brasilia -> Maceio -> Recife -> Lisboa -> Genebra de aviao, e de trem eu fiz Genebra -> Zürich -> Zug

Os trens na Europa sao famosos pelo horario CORRETISSIMO e pelo otimo nivel de conservacao. Confere. O voo pra Genebra atrasou 30 minutos e eu peguei o trem as 8:03, trem que saia as 8:04, e sim, saiu as 8:04, em ponto. E chegou em Zürich as 22:56 em ponto na Zürich Haupbahnhof (estacao de trem central). De la corri pra pegar um trem pra Zug, que saiu no horario (23:04), e atrasou uns 10 minutos por causa de problemas tecnicos com um outro trem na ferrovia. Meu tio disse que nunca tinha visto isso, e disse que o cara da central pediu desculpa publicamente umas 3 vezes pelo ocorrido.

Nao tirei foto do trem, soh fiz uns videos da paisagem e do trem mesmo, e como nao tem como postar, depois eu dou um jeito.

Desci do trem e...AH, familia, tava com saudade dos meus tios (Juninho e Liliana) que foram me buscar na estacao, e dos meus primos (Karina, Martina e Christiano) e do Danny (marido da Karina) que tavam em casa esperando pra viagem tema do proximo post...

ps.: everybody speaks english around, and are very friendly with young desperate travellers seeking train information :D

Cheguei em casa, jantar gostoso preparado pela tia, respira, corre pro carro e cai pra estrada...

domingo, 6 de agosto de 2006

Próxima parada...

Veneza! (Na verdade é algum lugar pela região)

Acho que só no domingo que vem eu posto como foram as coisas lá!