sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Frankfurt parte I

Dia 14 de agosto, acordo eu em cima da hora pra pegar o trem pra Zürich pra de lá pegar o trem pra Frankfurt. Peguei o primeiro trem na hora, desci na estação central de Zürich, e até entender onde que eu tinha que pegar o trem, eu consegui o que todo mundo que vive por aqui já deve ter conseguido: perdi o trem. Cheguei um minuto depois e lá tava o trem partindo.

Sem problema, esse é uma rota mais comum, então duas horinhas lá rodando a estação pra ver como é tudo, deu tempo de pegar o outro sem problemas. Até agora foi o único trem que cobraram revistar minha mochila: no caminho da Suíça pra Alemanha. Olharam tudo e quase que a tia que tava revistando me olha feio porque como eu tava indo pra Lisses depois e meu tenis ia ficar uma maravilha depois de treinar, eu tava levando Tenis pé Baruel, aí como aquilo derruba muito fácil eu enchei de durex. Branco, pó, cheio de durex, é claro que a tia da polícia abriu tudo pra cheirar, aí depois que viu o que era as duas ficaram rindo :P Vale lembrar também que uma senhora idosa simpática se compadeceu da minha situação de viajante jovem e me deu um chocolate.

Cheguei na estação de Frankfurt lá pras 4 da tarde, em obras, aquele monte de gente, peguei um ônibus pro albergue. O sistema de ônibus é legal, fáci de saber onde você tem de descer quando você sabe o nome. O motorista do ônibus foi a primeira pessoa que eu topei na viagem que não falava inglês, aí tive quegastar todo o meu alemão tosco com ele e o cara era todo mal humorado.

Mas aí cheguei no albergue, aquela coisa jovem, aquele inglês todo maroto do pessoal da recepção, gente entrando e saindo. Fui pro quarto, e pela graça do bom Deus eu fiquei num quarto sozinho, mesmo que fosse pra ser compartilhado com quem mais chegasse. Claro que é muito bom conhecer gente de outros lugares e conversar com elas, mas tinha um café lá no albergue pra isso, e sozinho eu sentia mais segurança em deixar minhas coisas no quarto, já que albergue tem fama de ser lugar que onde ser mole, já eram suas coisas. Mas esse albergue de Frankfurt não me passou essa insegurança, inclusive, pelo preço, é melhor do que muito hotel. Muitos mesmo. 24 euros um quarto pra 4 pessoas, com banheiro, cama arrumadinha e confortável, café da manhã, etc e tal. Olha só que quarto decente:


do outro lado do quarto é igualzinho, com mais duas camas e um armário duplo

vista da janela do meu quarto

Primeiro passo: DORMIR um pouco. Segundo passo: COMER ALGUMA COISA. Fui ao mercado, e provei a mim mesmo que por um tempo vou precisar da Cecilia pra me ensinar e me auxiliar nas compras, porque senão eu só compro artigos de primeira necessidade (seja criativo, coisas com muita caloria, várias coisas doces e tudo mais o que a tem que pedir pra mãe e pro pai quando vai às compras eles) sem os acompanhamentos necessários. Mas eu sobrevivi bem, e mesmo lembrando que eu não tinha talheres só depois que eu comprei tudo, eu aprendi muito sobre como usar instrumentos simples pras ações mais básicas da culinária de sobrevivência (caneta e chave pra cortar embalagem haha).

Fui la no café do albergue ver como era, já que depois de comprar e comer alguma coisa era noite já. Chego lá tá passando um jogo furreca qualquer da Bundesliga, é claro que eu sentei pra ver. Assisstindo o jogo eu conheci um casal de irmão japoneses que perderam um vôo pra Escócia. É muita mistura cultural pra mim uma situação dessas. E no final da conversa, a japonesa pergunta "quando será que começa a liga inglesa?" e eu respondi com todo o meu conhecimento de datas dos campeonatos europeus: "sei lá", eum cara que tava sentado do meu lado o tempo inteiro, que eu achei que era mudo, respondeu com autoridade "começou semana passada", e intimidados, os japoneses deixaram o recinto, e eu fiz um amigo, esse cara doidão aí.

É um cara de Frankfurt mesmo, mas que vai lá no albergue pra conversar com o pessoal, ver o que tiver passando na tv, tomar a cerveja e ler o livro dele. Muito gente fina, daqueles caras com quase 40 anos que tocam guitarra em banda de punk rock. O nome do doidão não poderia ser outro senão algo que eu não sei escrever haha, mas é algo perto de Bernardo. Bernah ou algo assim. Mas eu não sei escrever porque eu já ouvi várias vezes esse nome mas nunca perguntei pra ninguem como escreve. Nem pra esse agora.

Adormeci. No dia seguinte fui lá ver o centro antigo da cidade, um lugarzinho chamado Römerberg, lindo, e sendo um ponto turístico e estando em um horário turístico, é claro que o que mais tinha lá era...japonês! Hordes intermináveis de ônibus de turismo cheios de japonses, e a galera tirando foto das coisas mais bonitas às mais estranhas. O mais legal desses lugares não é visitar uma vez e pronto, é ir todos os dias, e como era bem na frente do albergue, indo todo dia lá dava pra ver de tudo, desde casamento com roupas antigas a protesto de médicos. É legal sentar lá e ler, é um lugar agradável.

Uma visão do Römer, a praça do centro, tirada no único momento onde não haviam japoneses lá. Pura sorte.

Olha como eu sou um artista :O St. Bartholomäus Dom, linda.

Aí no início da noite voltei pro albergue, fui la pro café e fui assistir alemanha e holanda. Que jogo paia, times mais alternativos possíveis. Curioso que de todo mundo que tava lá, só eu e uma outra criatura estávamos assistindo o jogo. Como não podia deixar de ser, era uma brasileira, que no final das contas acabou saindo com aquele cara que eu falei antes, o Bernah, vamos referenciá-lo por este nome escrito.

Apareceu um doido lá que se revelou ser o Mark, da Nova Zelândia, e mais uma vez rolou aquela troca de informações básicas sobre os países, que nem aquele mesmo papo de sempre com taxista de outras cidades, sobre o povo, língua, moeda, tradições básicas e o item mais obrigatório: o clima.

Fui dormir ao som de jovens viajantes daqueles bem jovens mesmo, com aquelas festas com direito a Arriba! Fiesta! Só faltaram o Hermes e Renato falando "Welcome to Rio!" O que custa ser original? Porque música latina sempre associada a festa em albergue? Socorro

Adormeci novamente nos brancos leçois de Frankfurt (como é dramática e detalhada a minha narrativa), e no dia seguinte fui ver como é o centro atual da cidade, e se tem uma coisa que é bonita nessa cidade, é como coisas antigas e atuais se misturam, e formam uma paisagem bonita e harmoniosa (esse é o tipo de frase que o jean vai me zuar haha).

Frankfurt é famosa pelos bancos, e realmente, lá só tem prédio de banco, todos prédios bonitos, que se juntam na paisagem do por do sol com as coisas antigas, fica bem bonito.


Pra mostrar que eu não tava mentindo :D

Depois que eu voltei pro albergue eu vi o primeiro jogo decente, Alemanha 3 x 0 Suécia. A prpósito, todos os jogos e visitas foram acompanhados de cervejas locais. E não, eu não sou italiano, como insistem em perguntar. Deve ser a barba, né Tiago.

É legal sair andando, e as coisas mais legais das cidades nem sempre tão no mapa. Frankfurt fica ao longo de um rio, que dá o nome à cidade (Frankfurt am Main). No final do dia dá pra ver todo mundo fazendo sua caminhada e o cooper (foi só pra todo mundo lembrar a piadinha ridícula mesmo) ao longo do rio Main, e é realmente muito agradável, e seguindo o curso do rio pra longe do centro eu achei um parque bem legal, onde pela primeira vez eu vi uma concentração de coelhos (?!). Tem gente que gosta de fazer coisas alternativas nas várias pontes que cruzam o rio, como este nosso amigo:


Continua :)

7 comentários:

Anônimo disse...

E afinal de contas, vc viu algum coelho rosa?

Anônimo disse...

mas que belo título esse do seu blog!

cada foto linda :)

tirou alguma do bernah?

:*

Anônimo disse...

Oxi o camarada da ponte é altamente freestyle...

AHEUEHUEHUE Seu italiano safado! Não se esqueça de que toda hora é hora de reverenciar...Totti, Cannavaro, Zambrotta..

_o/ "Ah Itaaalia!!"

Anônimo disse...

só gostaria de ressaltar que eu não sou desesperada, apenas tomei as dores da sua namorada que sim, ESSA SIM estava desesperada e não conseguia escrever um email te pagando sapo. Apenas fiz o serviço.

No mais, continue escrevendo porque a parte do "Arriba!" foi sensacional uaheuaeheaueahueahea

:*

Soilwork disse...

Ihhhhhhh relaxa, perdi 3 trems indo de Rihimäki pra Lahti.. é uma coisa deveras comum ahaha pode acreditar :P

agora porque não posta logo o que 90% do publico do seu blog quer ver? ahaha LISSES !

Bernardo disse...

to maturando a vontade de todo mundo aehuhaeuh

e tem que tirar um tempo pra escrever tudo ;D

Jean disse...

hippie.

Ps: a brasileira que saiu com o Bernhardt era gatinha? eu como.